terça-feira, 13 de setembro de 2011

Zé Maria solicita audiência entre prefeitura de Cametá e Associação dos moradores da comunidade de Bom Remédio

Em visita feita ao município de Cametá, durante audiência pública realizada pela Bancada do PT da Assembléia Legislativa, o deputado Zé Maria teve a oportunidade de participar de uma reunião com dirigentes da Associação de Moradores da Comunidade Bom Remédio. Durante o encontro, eles destacaram os principais problemas existentes na cidade. Entre eles: falta de limpeza das ruas, saneamento básico, iluminação pública e abastecimento de água.
“Por acreditar que o dialogo é parte inicial de um processo de solução desses problemas, a Associação solicitou a colaboração para marcar uma audiência com o Prefeito Valdoli Valente”, disse o parlamentar. Para possibilitar o encontro, Zé Maria protocolou na Assembleia Legislativa do Pará moção requerendo reunião entre a comunidade e a prefeitura para discutirem tais questões. “O que certamente se concretizarão em metas a serem alcançadas em prol do desenvolvimento da cidade de Cametá”, completou o deputado.

Violência no campo é tema de sessão especial na AL

Deputado durante pronunciamento na Sessão Especial

Mesmo sob a pressão de morte iminente os trabalhadores rurais do Pará ameaçados continuam sem proteção e as políticas públicas que deveriam garantir o desenvolvimento do segmento têm se demonstrado ineficazes, devido aos casos de morte ocorridos este ano. Ainda assim o cenário parece estar longe de ser modificado. Pelo menos foi o que demonstrou o tom utilizado por algumas entidades na manhã de ontem, 12 de setembro, durante a sessão especial realizada pela Assembléia Legislativa do Pará, proposta pelo deputado petista Edílson Moura que dividiu a presidência com o deputado sindicalista e ex-diretor da Fetagri Zé Maria (PT).
A sessão foi requerida para debater os conflitos agrários no Estado, com ênfase em assassinatos, despejos, ameaças, trabalho escravo e exploração. Soluções e alternativas foram propostas pelos parlamentares e representantes de Sindicatos rurais de mais de 20 municípios, entre elas algumas possibilidades de integração entre órgãos públicos e os movimentos sociais, para coibir estas atitudes.
Ulisses Manacás, coordenador do MST-Pa, fez um histórico dos conflitos de terras no Pará, e atribuiu à distribuição desigual de porções territoriais aos grandes posseiros, assim como as mortes no campo. “A violência é culpa de um desgoverno, é fruto de um descaso, o mau uso do dinheiro publico coloca milhares de trabalhadores em situação de miséria e abandono”, disse.
Por outro lado, o delegado geral de Polícia Civil, Nilton Atayde, lembrou que o Estado não age sozinho e que as origens destes conflitos são sociais. “Não serão ações policiais que vão resolver os problemas fundiários, por isso temos realizado projetos no âmbito da Polícia Civil. Recentemente determinamos que sejam priorizados todos os atos criminosos envolvendo questões agrárias”, declarou.
A ausência de representantes do Instituto de Terras do Pará (Iterpa) incomodou alguns presentes. “Precisávamos ouvir o Instituto para que pudesse contribuir com o debate, não podemos ignorar os 357 assassinatos por conflitos de terras ocorridos em todo o Brasil, dos quais a maioria foi no Pará”, argumentou Zé Maria.
Entre os encaminhamentos obtidos após a sessão o deputado Edílson Moura citou: a formação de uma comissão mediadora de conflitos agrários; a constituição de uma comissão parlamentar permanente para acompanhar os conflitos agrários no Estado; e o envio aos órgãos envolvidos na área fundiária dos nomes das pessoas ameaçadas em função de questões agrárias.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Lula contratou 3 vezes mais concursados que FHC, aponta Ipea

O número de servidores contratados na administração pública brasileira durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2010) foi cerca de três vezes maior que nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), revela estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta quinta-feira (8).
Segundo o levantamento, foram admitidos 155.534 servidores por meio de concurso público na era Lula, enquanto um total de 51.613 servidores foram admitidos durante o tempo em que governou Fernando Henrique Cardoso.
Os números foram divulgados nesta quinta-feira (8) no comunicado "Ocupação no Setor Público Brasileiro: tendências recentes e questões em aberto" do Ipea, que é ligado à Presidência da República.
A análise leva em conta a evolução no número de funcionários públicos na última década, e comparam a evolução nos governos de Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva.
O objetivo do levantamento é analisar a política para os servidores e sua remuneração procurando apontar os principais desafios avançar no processo de reestruturação do Estado e de sua capacidade de operar políticas na sociedade.
Os dados utilizados como base para análise foram os Censos Demográficos, a Pnads (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e o Siape (Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos).

- Concursados admitidos no governo FHC
1995 - 19.675
1996 - 9.927
1997 - 9.055
1998 - 7.815
1999 - 2.927
2000 - 1.524
2001 - 660
2002 - 30

- Concursados admitidos no governo LULA
2003 - 7.220
2004 - 16.122
2005 - 12.453
2006 - 22.112
2007 - 11.939
2008 - 19.360
2009 - 29.728
2010 - 36.600

Da Folha de S. Paulo

Livro aborda cultura e saberes do Marajó

Um projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) resultou na criação de um livro didático que leva à população do Marajó, dos Campos e do Marajó das Florestas, no Pará, o conhecimento histórico e arqueológico do lugar onde vivem.
A partir do projeto popularização do conhecimento sobre a história e a arqueologia da ilha de Marajó, Denise Pahl Schaan, Agenor Sarraf Pacheco e Jane Felipe Beltrão organizaram o livro Remando por Campos e Florestas: Memórias & Paisagens dos Marajós.
Desenvolvido nos anos de 2008 e 2009, o projeto teve a participação de 24 professores marajoaras, que por estarem presentes na sala de aula das escolas “marajós”, compreendem mais claramente a cultura local. O projeto tem como objetivo incentivar a valorização do patrimônio cultural e sensibilizar as comunidades para a necessidade de sua proteção e preservação.
O livro Remando por Campos e Florestas: Memórias & Paisagens dos Marajós será distribuído para os autores e secretarias municipais de educação do arquipélago e está disponível para ser baixado pela internet. Para baixar o livro clique aqui.

Prefeitura de Santarém realiza curso de empreendedorismo solidário



Santarém vista de cima
A Prefeitura Municipal de Santarém, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social (SEMDES), promove mais uma etapa do Curso de Empreendedorismo Solidário 2011, realizado pela Escola de Economia Solidária – ECONSOL. Esta é a segunda vez que o projeto ocorre no município.
Segundo os coordenadores do curso, 10 turmas foram formadas a partir da inscrição de 320 empreendedores (as) que até o dia 14 de dezembro deste ano, terão aulas de: Visão Geral de Economia Solidária e Filosofia do Projeto ECONSOL; Cooperativismo e Associativismo; Gestão de Pequenos Negócios, Gestão de Marketing; Controles Financeiros; Noções de Legislação e Tributação e Plano de Negócios.
Nesse período, durante as noites de segunda a sexta-feira, os alunos da ECONSOL participarão das aulas nas escolas públicas municipais: Aderbal Tapajós Caetano Correa, Rotary, Olindo do Carmo Neves, Hilda Mota, Coronel Imbiriba, Rosineide Fonseca, Brigadeiro Eduardo Gomes, Fernando Guilhon, Maria Amália, Aldo Ferreira e Olindo do Carmo Neves. A carga horária do curso será de 130 horas.
A ECONSOL é uma política pública do governo municipal de fomento a igualdade social que dissemina o conhecimento de Economia Solidária e as técnicas de empreendedorismo a todas as pessoas que possuem a vocação empreendedora. Além desses conhecimentos, a ECONSOL norteia os alunos sobre a aquisição de crédito no Banco do Povo e Credpará; cursos de informática no Telecentro de Informação e Negócio – TIN; legalização de negócios; além de dar todo o direcionamento a quem deseja iniciar um pequeno negócio.
O projeto da Escola de Economia Solidária é realizado em parceria com a secretaria municipal de Educação – SEMED; Secretaria de Educação do Estado do Pará – SEDUC; Universidade Federal do Estado do Pará – UFPA; Serviço de apoio às Micro e Pequena Empresas – SEBRAE; e Organização das Cooperativas do Brasil – OCB/SESCOOP.

Fonte: Ascom / Prefeitura Municipal de Santarém

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Zé Maria vota a favor do projeto contra a homofobia

Os deputados da Assembleia Legislativa do Pará aprovaram ontem, 31 de agosto, por unanimidade a lei que proíbe discriminação de qualquer cidadão em virtude de sua orientação sexual. O deputado Zé Maria (PT) foi um dos parlamentares presentes a sessão que votou a favor do projeto. “Esse debate faz parte da realidade de nossa sociedade, este parlamento não pode se isentar da discussão. Voto a favor por que sei que cada cidadão deve ter seus direitos garantidos. Ninguém pode ser discriminado pelo que sente por outro ser humano”, enfatizou o parlamentar.
Após a inserção de uma emenda apresentada pelo pastor e deputado Martinho Carmona (PMDB), o projeto teve adesão dos deputados da bancada evangélica. O acordo para aumentar o alcance da nova lei foi quem propiciou a unanimidade do projeto, colocando o parlamento paraense à frente de muitos outros que ainda não tiveram a ousadia de se posicionar contra a discriminação sexual.
De autoria da deputada Bernadete Ten Caten (PT), o projeto apresentado em 2010 não havia recebido parecer da Comissão de Justiça, mas a autora utilizou o artigo 11 da Constituição Estadual para levar a matéria à pauta em plenário, já que prevê a votação sem parecer em casos em que os projetos permanecerem mais de três meses na comissão.
Caso seja sancionada pelo governador Simão Jatene, o Pará será o primeiro estado a punir uma série de atos homofóbicos como impedimento de doar sangue aos homossexuais, impedir acesso, ou constranger LGBTs em estabelecimentos comerciais, entre outros.
Com informações do Diário do Pará